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Adeus fralda…

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Olá Família! Aqui fica um artigo que considerei interessante sobre o processo de controlo dos esfíncteres…

 

Artigo retirado da revista Pais&filhos, Sábado, 28 Novembro 2009

Nenhuma criança abandona as fraldas só porque o tempo está mais quente ou aos pais dá mais jeito. Este é um processo independente da vontade dos adultos e da chegada do Verão. Por isso, tenha calma e espere até o seu filho estar preparado para esta nova conquista.

 

Primeira coisa a saber: antes dos dois anos, nenhuma criança está preparada para deixar as fraldas. Claro que pode haver excepções, mas a maioria das crianças só consegue ter algum controlo sobre os esfíncteres e os intestinos a partir desta idade.

Segunda: tirar as fraldas não depende da vontade dos pais, mas sim da maturidade biológica e psicológica da criança. Tal como outras aquisições – andar ou falar, por exemplo – o mais importante é respeitar o ritmo de cada uma.

Terceira: o sinal mais evidente de que uma criança pode estar pronta para iniciar esta nova etapa de crescimento é manter a fralda seca durante algum tempo. O que quer dizer que já consegue reter o chichi.

Os três pontos acima reúnem consenso entre os especialistas na matéria: do norte-americano Berry Brazelton, o pediatra mais famoso do mundo, à britânica Miriam Stoppard, médica autora de vários best-sellers sobre cuidados infantis.

Tirar as fraldas, dizem ainda os entendidos no assunto, não tem de ser um momento de angústia e de stresse entre pais e filho. «Os bebés a quem se deixa que atinjam o controlo dos esfíncteres ao seu ritmo próprio aprendem depressa a usar o bacio e têm poucos acidentes. As coisas só correm mal quando os pais interferem com o progresso estável do seu filho, impondo-lhe horários ou esperando dele demasiado em pouco tempo», afirma Miriam Stoppard.

O problema é que os pais, muitas vezes, estão cheios de pressa para tirar as fraldas ao filho. «É óbvio que os pais estão com pressa. As fraldas são caras. Mudá-las é muitas vezes desagradável e inconveniente», reconhece Brazelton, lembrando, contundo, que «para evitar a ansiedade da criança, ela precisa de saber que a decisão é dela e que pode fazer tudo ao seu próprio ritmo».

«Respeitar o ritmo de cada criança» é também o conselho do pediatra Luís Pinheiro, chefe de serviço no Hospital de Cascais. «Quando os pais notarem que a fralda fica seca durante algum tempo, podem começar a pôr a criança no bacio ou na sanita de vez em quando», recomenda, mostrando-se contra ao presentes, como forma de encorajar a ida à casa de banho, e contra os castigos quando a criança tem algum descuido. «É preciso apoiá-la sempre. E quando consegue fazer chichi ou cocó na sanita, basta mostrar contentamento, bater palmas, fazer uma festa.»

 

Articulação com a creche

No colégio O Parque, em Lisboa, as sanitas para uso das crianças estão à vista de todos. As casas de banho não têm portas e ficam mesmo ao lado das salas de actividades. Parece quase um convite ao adeus às fraldas. Mas por aqui não há pressões para que isso aconteça. Em vez disso, espera-se pelos sinais de cada um. Marta Vilarinho, psicóloga e directora pedagógica do colégio, e Sofia Carlos, coordenadora, falam sobre tirar as fraldas aos miúdos como se fosse a coisa mais natural do mundo.

«E é um processo natural», afirmam. «Basta esperar pelo click deles. Depois é num instante», diz Marta Vilarinho, acrescentado que tirar as fraldas durante o dia pode durar apenas uma semana. Tudo sempre feito em articulação com os pais, claro. É preciso disponibilidade e coerência das duas partes, lembram, sublinhando que se trata de um processo gradual: começa-se por tirar as fraldas durante o dia (geralmente pedem primeiro para fazer cocó na sanita e só depois o chichi), de seguida durante a sesta e, por fim, à noite.

Com base na sua vasta experiência em assuntos de fraldas, Marta e Sofia aconselham os pais a esperar pelo sinal da criança e depois iniciar o treino, que não é um treino, é mais um acompanhamento: «Podem sentá-la na sanita ou no bacio antes e depois das refeições, quando acorda, antes do banho. Ou seja, nos momentos ligados às rotinas. Não é preciso ficar lá muito tempo. Basta um minuto ou dois. Se não fizer nada não faz mal nenhum. Mas é importante que não seja um momento desagradável. Até que um dia a criança descobre que consegue fazer.»

Marta Vilarinho recomenda ainda «resistir à tentação de voltar a pôr a fralda quando dá jeito aos pais, por exemplo durante uma viagem, com receio de haver um descuido e sujar a cadeira-auto» e «ter paciência quando eles pedem para ir à casa de banho de cinco em cinco minutos, devido à excitação da novidade».

 

Tem de ser no Verão?

No Verão a seguir à criança fazer dois anos é normal começaram as pressões exteriores (avós, tios, vizinhos) para que ela largue as fraldas. Mas será obrigatório tirá-las no tempo quente? «Claro que não», defendem Marta Vilarinho e Sofia Carlos. «Se a criança estiver preparada, o assunto resolve-se bem no Inverno», garantem. «Alguns pais escolhem as férias de Verão ou da Páscoa porque é quando têm mais disponibilidade. De facto, é preciso disponibilidade, mas nem sempre é possível conciliar a disponibilidade dos pais com a maturidade das crianças.»

Luís Pinheiro percebe que os pais insistam mais no Verão, porque, como está calor, as crianças podem andar com menos roupa e em caso de descuido tudo se torna mais fácil. Mas defende que «não há um ‘timing’ certo».

Não havendo ‘timings’ certos, podem existir ‘timings’ errados. «Quando nasce um irmão ou quando a criança está a adaptar-se a uma nova escola, não são boas alturas para investir na aprendizagem da ida à casa de banho. A criança tem mais coisas para lidar e corre-se o risco de regressão», alerta Sofia Carlos. Mas, às vezes, as pressões surgem antes de a criança completar os dois anos. «Tu tiraste as fraldas aos 18 meses», comparam alguns avós, ansiosos também por ver os netos crescidos. Alguns garantem mesmo que antigamente os miúdos deixavam de usar fraldas muito mais cedo. Luís Pinheiro lembra que «antes havia mais tempo, muitas mães estavam em casa com os filhos, muitos avós ficavam com os netos e este apoio directo poderia adiantar as coisas». Além disso, «as fraldas de pano eram mais desconfortáveis e as crianças percebiam mais facilmente que tinham chichi ou cocó».

Não há que ter pressa, reforça o pediatra. «Só me preocupo quando uma criança está quase a fazer quatro anos e ainda não começou a deixar as fraldas.»


“Missão Sorriso” – Continente

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A nossa instituição está a concorrer ao prémio da “Missão Sorriso” – Continente. O nosso projeto, que tem o nome de “Viver Mais, Viver Melhor”, consiste na criação de MELHORES CONDIÇÕES NO APOIO AOS UTENTES DO SERVIÇO DE APOIO DOMICÍLIÁRIO.

Este prémio irá ser escolhido por votação on-line, por isso É IMPORTANTE QUE TODOS NOS AJUDEM não só a levar o nome da nossa instituição ao país inteiro mas também a adquirir mais capacidade de resposta nos cuidados que prestamos aos nossos idosos.

Para isso, só precisam de aceder ao site www.missaosorriso.continente.pt, clicar VOTAR nos PROJETOS A CONCURSO EM 2011 e ESCOLHER O NOSSO PROJETO (a nossa instituição está na pag. 8). Para votar precisam de ter e-mail.

Peçam ajuda a amigos e familiares para conseguirmos mais votos e VOTEM.

As votações decorrem até 31 de Dezembro.

 


Brincar em segurança

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Hoje, dia mundial dos direitos do consumidor considerei pertinente escrever um artigo que abordasse a questão da escolha dos brinquedos mais adequados para cada criança, uma vez que toda a criança “consome” brinquedos e que estes irão sempre fazer parte da sua vida. Assim pretendo, igualmente, abordar a questão dos cuidados a ter na escolha dos brinquedos na hora da sua aquisição, cuidados estes referenciados pelo Instituto do Consumidor. Assim, “os brinquedos presumem-se seguros quando têm a marcação “CE”. Tal significa que o fabricante ao colocar esta marcação assume a inteira responsabilidade da conformidade dos brinquedos com a legislação europeia aplicável,   que neste caso é a Directiva sobre segurança dos brinquedos. Desta maneira, qualquer brinquedo que ostente a marcação “CE” deve cumprir as regras de segurança previstas nessa Directiva e normas técnicas aplicáveis, sob pena da aplicação de sanções ao operador económico infractor.”

Quando se compra um brinquedo é necessário ter em conta a segurança e se este se adequa à criança que o vai utilizar e isso é da inteira responsabilidade do adulto que o adquire. Todos os brinquedos se encontram categorizados de acordo com a idade das crianças a que se destinam, no entanto devemos ter presente que isso se trata apenas de “um conselho”, porque cada criança está num determinado patamar de desenvolvimento (ou seja se um puzzle está classificado para uma criança de três anos não quer dizer que a criança dessa idade o consiga realizar e também não quer dizer que uma criança de dois anos não esteja apta a fazê-lo, porque tudo depende do nível de desenvolvimento de cada criança).

A tarefa do adulto não é fácil, porque não é garantido que a sua escolha esteja adequada à criança e, por outro lado, que não lhe apresenta quaisquer riscos. Por isso e segundo a fonte da Direcção geral do consumidor, seguidamente apresentamos algumas dicas que poderão facilitar esta delicada missão.

  •  “Escolha brinquedos que se adaptem à idade da criança, aos seus interesses e desenvolvimento.
  • Lembre-se que qualquer criança com menos de 3 anos terá a tendência de por tudo na boca.
  • Leia todos os avisos e instruções do brinquedo, veja se é resistente ao fogo, se é lavável, etc.
  • Se lhe for possível, retire-o da embalagem e verifique se tem arestas cortantes ou bordos que possam magoar ou provocar ferimentos.
  • Verifique se existem peças pequenas que possam ser facilmente destacáveis caibam na boca, podendo provocar asfixia.
  • Também há que ter cuidado com balões, sobretudo os compridos que poderão causar igualmente asfixia ou estrangulamento.
  • Se o brinquedo for um boneco e tiver costuras, certifique-se que a criança não terá, de forma alguma, acesso fácil ao enchimento.
  • Evite comprar brinquedos com fios ou cordões compridos que possam causar estrangulamento.
  • Sempre que existam, leia sempre o aviso de segurança constante na embalagem do brinquedo.
  • Os rótulos com a marca CE, nem sempre são de confiança, devendo, como garantia ter-se em atenção o certificado de origem e de fabrico do brinquedo.
  • Quando o brinquedo exigir montagem, verifique se as instruções estão, conforme é exigido por lei, em português e se são claras.

Se forem tidas em conta estas sugestões, certamente haverá menos acidentes originados por brinquedos. No entanto, os cuidados a ter não devem terminar com a compra do brinquedo. Já em casa, há também cuidados que podemos observar.

  • Periodicamente, faça uma avaliação aos brinquedos que já tem em casa e verifique se continuam a apresentar boas condições de segurança.
  • Deite fora os brinquedos que estão partidos ou são potencialmente perigosos.
  • Mantenha fora do alcance dos mais novos, os brinquedos dos irmãos mais velhos”.

Os brinquedos e o desenvolvimento infantil

Na opinião de Mário Cordeiro (pediatra e psicólogo) “o cérebro de um ser humano está mais activo nos primeiros três anos de vida, durante os quais crescerá até 80% do seu tamanho adulto.As relações e as experiências que ocorrem nos primeiros anos de vida têm um grande impacto no futuro da criança”. O contexto físico e social que envolve uma criança deve ser apelativo, encorajador e que lhe suscite constante interesse devendo, desta forma, potenciar o seu desenvolvimento e conciliar a oportunidade da criança aprender com o seu nível de desenvolvimento.

Mário Cordeiro defende, ainda, que “a infância é o período por excelência em que a criatividade poderá ser desenvolvida e estimulada, relacionando-se em muitos aspectos com a imaginação e a motivação. Deste modo, a infância é o período por excelência em que a criatividade poderá ser desenvolvida e estimulada, relacionando-se em muitos aspectos com a imaginação e a motivação”. O brincar é a forma de expressão natural nas crianças mais pequenas. Por isso cabe aos pais e educadores permitir-lhes que brinquem e explorem para compreender aquilo que as rodeia, utilizando os seus cinco sentidos. Ao contrário do que se possa pensar os brinquedos mais simples são mais potenciadores de criatividade do que brinquedos mais elaborados, uma vez que permitem à criança imaginar, ou seja “inventar novas formas de brincar, novos contextos e procurar outros recursos”.

É também fundamental adequar os brinquedos aos diversos níveis de desenvolvimento e evitar o que é excessivo. Para tal deixo aqui os conselhos do pediatra Mário Cordeiro:

0-1ano
Adoram mobiles coloridos. São um estímulo calmante, importante para o bebé. Nesta fase, também gostam de chaves coloridas, rocas e bolas com guizos. Verifique se os decibéis emitidos por alguns brinquedos não são excessivos e se não há o risco de se soltarem peças pequenas.

       1 ano
Divertem-se com brinquedos falantes que emitem som quando se pressiona um botão e que estimulam a curiosidade pela relação causa/efeito. Gostam de bonecos de plástico de cores coloridas. Preste atenção aos materiais (tintas e plásticos) pois estarão em contacto com a boca do bebé.

    2anos
Ofereça puzzles. Favorecem a concentração e a motricidade fina da criança. Nesta fase, também lhes agradam brinquedos em que carregar num botão faz acender uma luz ou aparecer algo. Adoram objectos musicais.

    3anos
Conjuntos de pintura, tintas e lápis fomentam a criatividade e desenvolvem a imaginação da criança. Outros brinquedos adequados são: bonecas, carrinhos, cozinhas e réplicas de animais domésticos ou selvagens.

   4-5anos
Os jogos de representação do dia-a-dia ajudam a simular a vida familiar e social das crianças. Os triciclos e bicicletas são outra preferência. Incentive-os a cumprir as regras de segurança e usar capacete.

   6-8anos
Os jogos de construção estimulam o espírito inventivo e a reprodução do mundo real. Livros são obrigatórios nesta fase, pois introduzem na criança um modo de pensamento diferente”.


Birras

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       BIRRAS

 Dois a quatro anos e meio

Quem é ele com esta idade? Começa finalmente a conseguir encontrar a impulsividade e as birras e até mesmo a ser capaz de esperar um pouco (um pouco mesmo!) Outra novidade: o seu vocabulário aumentou e já dá asas à capacidade de argumentação. Não se deixe embarcar em discussões sem fim. Não tem de justificar os seus pedidos.


 

Ele não quer fazer a sesta

O que significa: Ele constata que os crescidos não dormem e sente-se posto de parte “ A sesta é a primeira grande frustração da criança”, assegura Didier Peux: “Impede a criança de estar em movimento e em actuação, o mundo não responde assim às suas expectativas.”

O que pode fazer: Não ceda! Tudo depende da idade, mas pelo menos até ao quarto aniversário a sesta é indispensável ao seu equilíbrio. Não quer dormir? Tanto pior. Deite-o na cama dele, com muito pouca luz, dê-lhe um livro para ele ver se não tiver sono, mas obrigue-o àquele momento de repouso. O essencial é que ele descanse.

O que não deve fazer: Ser demasiado rígido. Num dia em que os primos estejam lá em casa, por exemplo, pode abrir uma excepção. Mas explique-lhe que é só naquele dia, não é para repetir.


Ele morde e bate

O que significa: A agressividade nunca é gratuita, manifesta-se sobretudo após um conflito. O seu filho exprime o desagrado que sente diante da frustração que lhe foi imposta.

O que pode fazer: Cada comportamento agressivo do seu filho (morder ao colega da escola, bater-lhe a si) deve ser punido com firmeza, tanto por palavras (“Não tens o direito de fazer isso!”) como por gestos. Afaste-o por momentos e depois aproxime-se e fale-lhe sobre o que se passou, explicando que os conflitos não se resolvem à pancada. Tem um problema? Então fale sobre ele. Bater é tratar o outro como se fosse um objecto e não uma pessoa.

O que não deve fazer: Responder com agressividade, batendo-lhe também, porque assim ele entenderá a violência como um meio de comunicação como outro qualquer.


Ele recusa-se a partilhar brinquedos

O que significa: Nesta idade, o camião, ou a bola, fazem parte dele. Se o privarmos dos seus objectos, sente-se amputado de uma parte de si mesmo.

O que pode fazer: Faça-lhe compreender o interesse que ele tem em mudar de atitude. Se ele deixar o amigo brincar com o seu barco, este pode emprestar-lhe o seu carro de bombeiros. Assim terá muitos mais brinquedos à sua disposição.

O que não deve fazer: Forçá-lo.” Entre os dois e quatro anos, a criança vive no seu egocentrismo furioso”, lembra Harry Ifergan psicanalista, “se o obrigarem a emprestar os brinquedos, ele sentir-se-á incompreendido e “abandonado”pelos pais, que deviam protegê-lo.” Ele abraça-se ao seu boneco e olha-o de lado? Não insista… 


In notícias magazine 07.Out.2007



Vou ter um irmão… e agora?

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O nascimento de um segundo filho é um acontecimento marcante na vida familiar, sobretudo para o primogénito que começa a sentir que deixou de ser o centro das atenções, que o mundo mudou o seu centro para outro ponto que já não é ele.

Ainda durante a gravidez poderão sentir-se já mudanças de comportamentos da criança que considera a vinda de um irmão como uma ameaça ao relacionamento com os seus pais.

Esses comportamentos incluem condutas regressivas, tais como, fala infantilizada, pedido de colo, uso de chupeta, retrocesso na aprendizagem de hábitos de higiene, chupar no dedo, não querer comer sozinho, bem como, aumento das exigências relativamente à mãe, agressividade para com os pais, problemas de sono, entre outros. Tudo isto constitui estratégias para reaver as interacções e as atenções dos pais.


No entanto, apesar do grande impacto causado aquando do nascimento do irmão, a maioria dos primogénitos tende a apresentar, com o decorrer do tempo, um gradual retorno aos padrões anteriores de funcionamento. Kreppner et tal, 1982, considera que são necessários dois anos para que a família se possa reestruturar após o nascimento de um segundo filho.

Deste modo, é fundamental ainda durante a gravidez falar com a criança sobre a vinda de um bebé. O início deste processo complexo de tornar-se irmão, que pode minar temporariamente a segurança e a confiança do primogénito, requer uma grande atenção por parte dos pais. Todas as mudanças importantes na vida da criança, tais como, entrada no infantário, mudança de quarto, deverão ser efectuadas algum tempo antes do nascimento do irmão.

Um dos aspectos essenciais para que a criança não sinta a chegada de um irmão como uma perda consiste em envolver o pai no processo de cuidados, nas brincadeiras, nas rotinas do dia-a-dia. O pai desempenha um papel fundamental na busca pelo equilíbrio familiar, podendo suprimir a ausência da mãe e o menor envolvimento desta com o filho mais velho no período pós-parto.

Todos nós sabemos as exigências que um bebé traz à família, em especial à mãe que a tem de amamentar, cuidar da sua higiene, tranquilizá-la, amá-la. Os bebés “não esperam” para ver as suas necessidades satisfeitas e a criança mais velha acaba por esperar, esperar, esperar…

Espera para brincar, espera para adormecer, espera para comer, espera para ir ao parque… A sua auto-estima vai diminuindo, a sua confiança na mãe sai abalada… Parece que o mundo se transformou por completo! Até as pessoas estranhas dão mais atenção ao bebé!

Tendo em conta estas considerações não é difícil de antever que a criança vai escolher formas para rivalizar com o irmão, fazendo inúmeras chamadas de atenção que envolvem birras e mau comportamento. Os pais acabam por o castigar mas sem sucesso. Não vêem alteração no seu comportamento… forma-se uma bola de neve!

Como dar a volta à situação?

Mãe: aproveitar o tempo livre para sair com o filho mais velho, brincar com ele, fazer actividades que ele gosta, como ir ao parque ou jogar futebol… Poderá deixar o bebé com uma avó ou com o pai durante esse período. Privilegiar o tempo de qualidade, em vez da quantidade.
Não cair na tentação de ficar a cuidar sozinha das duas crianças. A mais velha deverá continuar com as suas rotinas, frequentando a escola.

Pai: aliviar as tarefas da mãe relativamente ao filho mais velho. Cuidar dele, dar-lhe banho, levá-lo à escola, brincar, ler histórias, ajudá-lo a adormecer… Todas estas tarefas devem ser iniciadas antes do bebé nascer para dar tempo à criança se envolver mais com a figura paterna. Desta forma, a criança vai buscar atenção a fontes alternativas às da mãe. O pai torna-se capaz de distrair a criança e esta acaba por ficar menos aborrecida com o envolvimento da mãe com o bebé.

Nota: A criança mais velha deverá participar na vida familiar… Por vezes cai-se na tentação de a deixar ao encargo dos avós durante o internamento na maternidade e durante os primeiros dias após o nascimento do bebé. Contudo, ela apercebe-se que o bebé veio roubar o espaço que era dela, que passou para segundo plano.

Pode ser difícil gerir o dia-a-dia com duas crianças. Há que arranjar estratégias para as envolver na rotina familiar para que nenhuma delas se sinta à margem. Cabe aos pais envolver a criança mais velha nos cuidados ao bebé, fazendo-a ver que tem um papel fundamental no seio da família e dando-lhe a conhecer a importância do estatuto de filho mais velho que elas tanto apreciam.


Ao proporcionar a participação nos cuidados ao bebé está-se a integrar a criança neste novo projecto de vida familiar, ao mesmo tempo que se estimula o relacionamento entre os irmãos e o desenvolvimento de responsabilidade, compreensão e afectividade.


In:http://saudeinfantilfeira.blogspot.com/search/label/Vou%20ter%20um%20irm%C3%A3o


Bibliografia:
PEREIRA, Caroline; PICCININI, César. O impacto da gestação do segundo filho na dinâmica familiar. Estudo psicológico Campinas; vol.24, nº 3, 2007


Prevenção de acidentes domésticos nas crianças – Cuidados a ter nas divisões das casas

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Com as crianças todos os cuidados são poucos… Por isso, convém efectuar algumas adaptações nas várias divisões da casa para que esta se torne uma casa segura.


 

 Casa de banho

– Elementos cortantes e tóxicos devem ser guardados em lugar inacessível às crianças;
– O armário onde guarda os medicamentos, anti-sépticos bocais e outros produtos semelhantes deve ser bem fechado;

– Se as torneiras possuírem um só comando este deve permanecer na posição de água fria;

– Antes de iniciar o banho deve avaliar a temperatura da água, utilizando o dorso da mão ou mesmo o cotovelo;

– Durante o banho, na banheira deve colocar um tapete antiderrapante e não utilizar uma cadeira de banho;

– Nunca deixe o seu filho sozinho na banheira, mesmo que a quantidade de água seja mínima; basta meio palmo de água para uma criança se afogar.

 

Sala de estar

Os móveis da sala de estar devem ser sólidos e estáveis, se possuírem vértices afiados estes devem ser protegidos com cantos em plástico / borracha;
– As bebidas alcoólicas devem ser guardadas em lugar inacessível ás crianças;
– O televisor deve ser colocado de modo a que as crianças não o alcancem, especialmente a parte de trás do televisor;

– Lareiras, aquecedores e/ou radiadores devem ser protegidos com uma grade protectora.

 

 Cozinha

– Os fósforos e álcool devem ser mantidos fora do alcance das crianças;

– As toalhas colocadas em cima da mesa não devem ser demasiadamente grandes e não devem ser colocados objectos nas pontas da mesa (recipientes quentes, pratos, talheres, etc.);

– Produtos de limpeza e sacos plásticos devem ser guardados em lugar inacessível ás crianças;

– Recipientes como baldes e bacias devem estar vazios e virados ao contrário;
– Devem ser usadas preferencialmente as bocas de trás do fogão e os cabos das panelas devem ser virados para os lados;

– Enquanto cozinha não deve permanecer com a criança ao colo;
– Quando utilizar o forno deve evitar a presença das crianças junto do mesmo;


 Outros conselhos

· Opte sempre por produtos que exibam certificados e que ofereçam garantias de segurança;

· Retire as chaves da fechadura das portas;
· Após utilizá-los, volte a arrumar os objectos pontiagudos ou cortantes, de modo a que a criança não tenha acesso a eles;

· Depois de utilizar os aparelhos eléctricos, desligue-os sempre e retire as respectivas fichas da tomada;

· Os sacos plásticos não são brinquedos! A criança poderá sufocar se colocar a cabeça dentro de um desses sacos;

· Quando tiver uma criança ao colo não deve transportar recipientes com líquidos ou comida quente;

· Não deixe o bebé sozinho em cima da cama, de um sofá ou numa banheira;

· Não dê brinquedos pequenos ou com peças soltas que possam asfixiar a criança.


Logo que possível, verifique todos os aspectos da sua casa no sentido de torná-la mais segura para o bebé!
Ponha-se de joelhos e gatinhe pela casa fora. Deste modo terá exactamente a perspectiva certa daquilo que poderá constituir um perigo para o seu filho.

 
Mantenha a casa bonita para a criança e não para as visitas

 

In:http://saudeinfantilfeira.blogspot.com/2008/12/preveno-de-acidentes-domsticos-nas.html



Que pasta de dentes comprar?

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A Deco Pro Teste apresentou recentemente um artigo muito interessante sobre pastas de dentes para os mais pequenos.

Responde sobretudo às questões que muitos pais nos colocam sobre as necessidades de fluor por parte das crianças, qual a pasta mais indicada para cada faixa etária, que quantidades dar, se podem ingerir, entre outras.

Para aguçar o apetite aqui fica um trecho do artigo, no final poderá descarregar o artigo completo.

Até aos 6 anos, os miúdos precisam de uma pasta com menos flúor. Depois, já podem usar a dos pais. Produtos para 6 a 13 anos são inúteis.
Comprámos 33 dentífricos para criança em super e hipermercados, farmácias e parafarmácias. Fizemos a análise com base nas informações da embalagem. No quadro, publicamos os resultados de acordo com a faixa etária a que dizem destinar-se: até aos 6 e entre os 6 e os 13 anos. Encontrámos ainda um grupo que não indica a idade.


Menos flúor para os miúdos
Pastas para crianças entre os 3 e os 6 anos devem ter uma concentração baixa em flúor, inferior à dos dentífricos para adultos (1500 miligramas por litro). Em causa, está a hipo-mineralização permanente do esmalte dos dentes, conhecida como fluorose.

Até aos 6 anos
Mas também podem ocorrer acidentes. Segundo a Direcção-Geral da Saúde, a ingestão acidental de um quarto de um tubo para adultos com 1500 ppm (miligramas por litro) põe em risco a vida de uma criança de 1 ano. E estas embalagens não têm tampa de segurança.
Todas as marcas analisadas indicam concentrações de flúor abaixo deste limite, mas encontrámos 5 com teores próximos da fasquia: Aquafresh Júnior, Lyparex Júnior, Sensodyne Júnior, Fluorcaril Júnior e Lacer Júnior.

Preferência aos corantes alimentares

Muitos fabricantes usam corantes e edulcorantes e revestem as embalagens com figuras dos desenhos animados. As pastas devem ser agradáveis para os miúdos aderirem ao hábito de lavar os dentes. Mas estes não têm a facilidade dos adultos para deitar fora o produto e podem ingerir uma quantidade significativa. O gosto a pastilha elástica ou morango pode levar a engolir de forma voluntária.
Todos os corantes que identificámos são permitidos nestes produtos. Porém, como se trata de algo que pode ser ingerido, deveriam ser escolhidos, de preferência, corantes alimentares. Encontrámos 10 pastas com substâncias não alimentares, por vezes, mais do que uma.

(…)

Download do artigo completo