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Sylvie Capelas, terapeuta da fala no CPSB, vê o seu trabalho reconhecido

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Como é que os pais podem promover a consciência fonológica nas crianças: impacto no sucesso escolar.

joua_i_5588_fullO que é a consciência fonológica e qual a sua importância para o sucesso escolar das crianças? De que forma podem os pais estimular essa consciência às crianças? Sylvie Capelas e Marisa Lousada, especialistas em Terapia da Fala da Escola Superior de Saúde da Universidade de Aveiro (ESSUA), explicam porque é que praticar com os miúdos jogos tão simples como adicionar sílabas ou omitir sons às palavras pode significar ter uma aprendizagem bem-sucedida.

Este é o terceiro ano que o Centro Paroquial de São Bernardo (CPSB) abraça o projeto de estimulação da Consciência Fonológica proposto e implementado por nós.

A implementação deste programa a todas as crianças do CPSB com 4 e 5 anos de idade pretende evitar o insucesso escolar estimulando e treinando uma competência preditiva e promotora da aprendizagem da leitura: a Consciência Fonológica.

A Consciência Fonológica é a capacidade para prestar atenção e manipular segmentos de fala, onde se incluem, por exemplo, tarefas de adição de sílabas  ou omissão de sons. São vários os níveis de Consciência Fonológica, desde a consciência de palavra até ao nível segmental (consciência de som). Diversos autores referem que um treino sistemático da Consciência Fonológica, especialmente a nível segmental, no ensino pré-escolar é fundamental, tendo um papel preditor de grande relevância para o sucesso na aprendizagem da leitura e da escrita (Carson, Gillon & Boustead, 2013; Carroll & Snowling, 2004).

As crianças que integram o CPSB terminam, assim, o ensino pré-escolar com um melhor nível de Consciência Fonológica, estando certamente em vantagem relativamente a quem não beneficia desta estimulação e treino. Comparativamente com os resultados obtidos num grupo de controlo (não sujeito a esta estimulação) as crianças do CPSB obtiveram resultados superiores, sendo a diferença estatisticamente significativa, com um destaque especial para a consciência fonémica (competência linguística que mais influencia a aprendizagem da leitura e da escrita).

Para além das atividades realizadas com as crianças, ocorrem reuniões periódicas com as educadoras de infância do centro, que tomam conhecimento das atividades e estratégias utilizadas pela terapeuta da fala podendo dar continuidade ao programa, em contexto de sala de aula.

A família também tem um papel de grande relevância no suporte ao desenvolvimento da consciência fonológica, realizando “atividades de sons” que podem ser feitas no dia-a-dia:

– Ler livros com rimas e alterar a voz (voz mais grossa ou mais fina) quando está a ler a rima para captar a atenção da criança para a rima;

– Incentivar a criança a completar frases com palavras que rimam (p.e. vitória, vitória acabou-se esta linda …..);

– Fazer adivinhas com sons (p.e. Adivinha a “palavra preguiçosa” que vou dizer  c  –  ã   – o);

– Fazer o jogo do detetive (p.e. selecionar um som e descobrir palavras em casa que começam com esse som);

– Dizer palavras começadas por determinado som (p.e agora só podemos dizer palavras começadas por “s”);

– Chamar a atenção da criança para a posição dos sons nas palavras (p.e. lua tem o som “l” no início, mas na palavra sol está no fim!)

Esperamos que este excelente exemplo possa motivar outras instituições na implementação de programas específicos para a promoção da consciência fonémica das nossas crianças portuguesas.

 

Sylvie Capelas, terapeuta da fala no CPSB e supervisora de estágios da ESSUA, e Marisa Lousada, diretora da Licenciatura em Terapia da Fala


A nossa Agenda para 2017 “De Mãos Dadas”

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Disponível em breve! FAÇA JÁ A SUA RESERVA NA NOSSA INSTITUIÇÃO.
“Apresentamos-vos a primeira aventura editorial do nosso Centro Paroquial. A NOSSA AGENDA PARA 2017 “DE MÃOS DADAS”. Não é uma vulgar e comum agenda. Trata-se de algo muito especial!
Nos tempos modernos, na complexidade da vida, pela multiplicidade de compromissos e tarefas a que precisamos de responder já não passamos sem agendas.
No smartphone, no ipad, no portátil ou no simples e comum papel, elas são a ajuda necessária que precisamos, para tomarmos notas e para nos relembrar as tarefas comuns do nosso dia a dia ou os compromissos extraordinários que nos convocam.
Nesta sua agenda, tudo isto será possível.
Mas queremos um pouco mais… Queremos que ao abri-la, por ela, nos conheça melhor: saiba um pouco da nossa história, o que fazemos, que serviços prestamos, que valores e motivações nos orientam. E, sobretudo, queremos e desejamos muito, que nela descubra motivos que contribuam para alicerçar, valorizar e saborear a vida e, em particular, a vida em Família.
Oxalá goste desta nossa iniciativa e que ela nos ajude a programar um ano, com alegria, no amor, na paz e na harmonia.
Um pequeno contributo para sermos e vivermos mais felizes, como o Criador tanto deseja.”

*Agenda: palavra derivada do latim, com o significado original de “coisas que devem ser feitas”

(Direção do Centro Paroquial de São Bernardo)untitled-3-02


Vamos ajudar os Animais da PRAVI

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O Centro Paroquial de S. Bernardo vai realizar uma recolha de bens essenciais para os animais da PRAVI – Nucleo de Aveiro durante o mês de abril. Colaborem connosco e ajudem-nos a ajudar. Os Animais da PRAVI agradecem e nós também! <3

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Festa dos Aniversários de Setembro

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todos_finalNo passado dia 30 de Setembro foi a nossa vez de animar a Festa dos Aniversários. O desafio foi aceite com entusiasmo e pensando na temática do nosso projeto, a escolha recaiu na história do Christian Voltz “Eu não fui!”.
As mensagens que tentámos transmitir foram duas: “Reciclar é muito importante para proteger o Ambiente!” e “Devemos preservar todos os seres vivos pois cada um tem uma função essencial!”
Vejam algumas fotos da nossa dramatização:

Aqui fica o video da canção do Filipe Pinto que nos serviu de inspiração:


Primavera de Vivaldi

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Olá!P1240406

Já sei o que estão a pensar… Finalmente algo da sala dos meninos da Sara e da Cristina!
Nós temos andado a trabalhar muito…
Com a chegada da Primavera, nós explorámos usando as diversas artes que conhecemos… através da pintura (conhecemos o senhor Van Gogh!), fotografia (fomos lá fora e tirámos fotos à natureza rica, cheia de flores e rebentos e pássaros) e a música (explorámos a música de Vivaldi!).
Assim surgiram estes desenhos, realizados ao som da música e deixando-a entrar dentro de nós. No fim, foi-lhes feita a pergunta: O que esta música que fez sentir, o que ela te faz lembrar?
As respostas estão aqui, como sempre originais e genuínas…
Apreciem connosco esta deliciosa música que a mim me faz lembrar as flores e quando eu era pequenina a brincar nos campos sozinha… Bons tempos aqueles!
Espero que gostem!

O que esta música me faz sentir?


Apresentação do livro ” A menina que só sabia contar até 3″

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No dia 13 de Novembro as autoras da história “A menina que só sabia contar até 3” vieram à nossa instituição. Contaram-nos a história e ensinaram-nos a ilustrar.
O momento foi para ouvir, acalmar a alma e sentir as palavras, o silêncio, os sons e as imagens…. Foi um momento rico em interação, conteúdos, vocabulário e valores.
No final as autoras autografaram-nos os livros “Com 1,2,3… e ainda mais beijinho…”.
Obrigada Alexandra e Sónia pelo momento mágico que proporcionaram às nossas crianças.


Mês de Outubro, um mês cheio… de diversão!

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Olá!

Aqui fica a apresentação com algumas das atividades mais relevantes do mês passado…

Infelizmente não foi possível introduzir os filmes no powerpoint, mas deixo aqui…

O Pedro e o Lobo 1946 PORTUGUESE WEBRIP XviD MSNM – YouTube

Instrumentos da Orquestra – YouTube


O que fizemos nesta semana?

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Olá!

Cá estamos novamente. Vamos contar-vos o que já fizemos este ano…

– fizemos pintura como o senhor Jackson Pollock ;
– fizemos os nossos autoretratos;
– pintámos o senhor Paul Klee;
– fizemos a roda dos amigos;
– contámos as novidades de fim de semana;
– estabelecemos as regras da sala;
– ouvimos histórias, entre elas: “Aquiles, o pontinho”; “O pequeno amarelo e o pequeno azul”; “A Casa da Mosca Fosca”; ” O Tio Lobo”, etc…;
– fizemos experiências com cores;
– tirámos fotografias;
– etc…

Aqui ficam as fotos para mais tarde recordar…


Olá!

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Olá!

Um novo ano já começou e nós estamos cheios de vontade de aprender e trabalhar muito… Agora aqui fica um texto que li e adorei, quem me dera ser uma jardineira assim… Espero regar muito este ano…

O menino que cresceu no jardim

Escrito por Gonçalo Tavares

Era uma vez um jardineiro que todos os dias, ao fim da tarde, regava um menino para ele crescer.

Era nisso que o menino acreditava: se as flores crescem assim por que razão não crescerei eu, também, com a ajuda da água? E o jardineiro lá lhe fazia a vontade: regava-o, com delicadeza, como regava as suas mais belas plantas.

Devido a esta mistura com o jardim ou talvez por causa de qualquer outra razão misteriosa este menino cheirava tão bem que as abelhas não o largavam. Porém, rodeavam-no com modos pacíficos. Que simpáticas eram as abelhas! Como se fossem animais domésticos, amestrados. As minhas abelhas, dizia o menino.

E sucedia algo ainda mais estranho: as abelhas, em vez de fazerem aquele barulho desagradável que faz tremer os ouvidos, produziam, pelo contrário, uns sons suaves, melodiosos: como sons de piano. E o menino ficava tão embalado com a música suave deixada no ar pelas abelhas que adormecia três vezes por dia; o que era francamente melhor do que só adormecer uma.

As abelhas, além de se portarem como uma orquestra privada, ainda deixavam, como presente, algum mel no copo que o menino costumava trazer.

No final de semana, o menino ia vender o mel para o mercado. As abelhas, entretanto, não paravam de andar à volta dele, tocando música e depositando mel no copo, mal este se esvaziava.

Com este negócio o menino ganhou bastante dinheiro. Com o dinheiro ele pensava que conseguia crescer muito mais rápido do que o normal e que apenas em cinco anos ficaria um adulto grande. O certo é que não aconteceu isso. Mesmo com muito dinheiro o menino não cresceu mais rápido, cresceu ao ritmo de todos os outros colegas da escola. Percebeu nessa altura que o dinheiro não dava para tudo, mas só mais tarde agradeceu essa lentidão no crescimento.

O dinheiro não dava para crescer, mas a água sim.

A seu pedido, o jardineiro continuava a regá-lo todos os dias. Ele crescia ao mesmo ritmo que os outros, mas a água permitia que ele crescesse com um perfume emprestado das flores. E as abelhas continuavam a rodear-lhe a cabeça.

Durante alguns meses imaginou em adulto vir a ser um príncipe, mas depois cansou-se de imaginar os outros todos a curvarem-se à sua frente, cheios de respeito. Pensou que se viesse a ser príncipe provocaria muitas dores de costas nos seus amigos, que estariam sempre a curvar-se diante dele, e por isso quis, logo ali, antes dos dez anos, mudar de profissão. Não iria ser príncipe.

Decidiu, então, ser maestro, e transformou-se rapidamente (na sua imaginação) no maestro mais famoso do mundo. E era um maestro famoso precisamente porque não precisava de orquestra. Eram as abelhas que faziam todos os sons à volta da sua cabeça. Cada movimento das suas mãos provocava um movimento harmonioso das abelhas, e deste movimento nasciam belos sons.

A verdade é que, mais tarde, em adulto, o menino não foi príncipe nem maestro.

Escolheu uma profissão bem mais modesta: foi jardineiro. Considerava-se mesmo o jardineiro mais feliz do mundo. E tinha razões para isso. Eram muitas já as crianças que iam ao seu jardim, pedir para serem regadas de modo a cresceram saudáveis e cheirosas como ele, o jardineiro que na infância tinha sido um menino com muita imaginação. .

in Revista Pais & Filhos


O nosso próprio Abecedário

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Olá!

Tal como no ano passado, este ano também decidimos fazer um abecedário para a nossa sala. Todos nós nos aplicámos e o resultado é este.
Espero que gostem!


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